Vida vegetariana

Por um mundo melhor

Leite, carne e câncer – Parte I

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Estudo liga molécula da carne e do leite a tumores
29 de setembro de 2003 • 20h30

Uma molécula estranha aos seres humanos, achada na carne vermelha e no leite, pode entrar no organismo das pessoas quando comida – e parece ter um efeito especial sobre a formação de tumores, anunciaram hoje pesquisadores dos Estados Unidos.

O composto, chamado ácido siálico, é encontrado na superfície de células animais, mas não em humanos. Mas pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego descobriram esse ácido no organismo humano e demonstraram que ele pode ser absorvido pelo consumo de carne vermelha e leite. Eles também provaram que o organismo produz uma resposta imunológica contra a molécula.

Ajit Varki e seus colegas escreveram na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, que ainda é cedo para fazer qualquer recomendação com base na pesquisa. “É claro que já há recomendações no sentido de que as pessoas não devem consumir tanta comida que tenha gorduras saturadas, como produtos lácteos e carnes vermelhas”, disse Varki em uma nota. “A maior quantidade da Neu5Gc foi encontrada na carne ovina, suína e bovina”, disseram os pesquisadores. No frango, no peixe, nos legumes e nos ovos os níveis dessa substância eram muito baixos ou indetectáveis.

Varki, que não é vegetariano, disse que vários estudos já vincularam dietas ricas em carne e leite com o câncer, os distúrbios cardíacos e outras doenças. “As pequenas quantidades de Neu5Gc em tecidos normais também elevam a possibilidade de que os anticorpos anti-Neu5Gc estejam envolvidos na auto-imunidade”, disseram os pesquisadores.

A chamada doença auto-imune ocorre quando o corpo, por engano, ataca um tecido saudável. A diabetes-1 (que atinge jovens) e a artrite são manifestações deste problema. “Com respeito a isso, é interessante que a dieta vegetariana tenha sido sugerida para melhorar a artrite reumatóide”, afirmaram os pesquisadores no seu artigo.

Elaine Muchmore, que trabalha com Varki, desenvolveu um anticorpo capaz de destruir a molécula Neu5Gc, que existe em quantidades muito maiores nas células cancerígenas. Outros testes mostraram que a maioria das pessoas tem seus próprios anticorpos que reconhecem a Neu5Gc, o que poderia potencialmente iniciar uma resposta inflamatória do sistema imunológico.

“Comer carne certamente foi uma característica dos ancestrais humanos durante centenas de milhares de anos. Portanto, é de fato possível que os humanos tenham desenvolvido alguma tolerância ou indiferença à Neu5Gc. Entretanto, a maioria dos humanos continua produzindo anticorpos contra a Neu5Gc”, disse.

Segundo ele, é possível que as conseqüências disto só sejam sentidas com o avanço da idade, situação cada vez mais comum por causa do aumento médio da expectativa de vida. “Seja como for, estamos vivendo mais tempo agora, e a questão que surge é se a acumulação gradual da Neu5Gc e a presença simultânea de anticorpos possa ter envolvimento em alguma doença em uma etapa posterior da vida”, disse ele.

Reuters

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI150473-EI298,00.html

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Written by candeeiroverde

25 de fevereiro de 2010 às 12:13 pm

Publicado em Uncategorized

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