Vida vegetariana

Por um mundo melhor

Archive for março 2010

Comer carne é natural?

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Numa comunidade que participo sobre veganismo, alguém abriu um tópico sobre o fato de ser natural ou não se comer carne. Argumentou que o apetite que as pessoas sentem pela carne seria uma evidência da naturalidade da creofilia. Escrevo abaixo a minha resposta.

O link que estou enviando é de uma matéria sobre uma porcaria de uma pesquisa em animais. Mas há como aproveitarmos alguma coisa dela em honra, não dos miseráveis cientistas, mas dos camundongos sacrificados para tal.

http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/03/29/compulsao-por-gordura-funciona-como-vicio-em-cocaina-diz-estudo.jhtm

Eu tenho uma filha de onze meses que está sendo introduzida na creofilia. Ela não quer comer. Faz careta. Mas enchem a comida dela de tempero, fazem aviãozinho… O que é forçado, passa a ser tolerado. Depois vira costume. Daí vem o vício e se torna normal e “inaceitável” o não comer. Talvez a explicação que eu der a ela de porque papai não come carninha nem toma leitinho a resgate desta condição lamentável.

Mas a questão é: se não forçassem as crianças a comer carne, será que elas teriam interesse para tal?

Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue – vós, repito, que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer?” (Plutarco)

Muitos pratos trouxeram muitas doenças. Note-se que vasta quantidade de vidas um estômago absorve – devastador da terra e do mar. Não é de espantar que em tão discordante dieta a doença varie incessantemente… contem os cozinheiros e não mais se espantarão do número incontável das doenças humanas.” (Sêneca)

Quanto a mim (…) pergunto-me por que acidente e em que estado da alma ou da mente o primeiro homem que o fez tocou o sangue com sua boca e levou os seus lábios à carne de uma criatura morta, aquele que pôs à mesa corpos mortos e fétidos e aventurou-se a chamar de alimento e nutrição os pedaços que um pouco antes bramiam e gritavam, moviam-se e viviam. Como puderam seus olhos suportar o massacre de se cortarem gargantas, de se esfolar o couro, de se arrancar um membro de outro membro? Como pôde o seu nariz agüentar o fedor? Como é que a imundície não causou repulsa ao paladar daquele que fez contato com as feridas de outros e sugou fluidos e soros de ferimentos mortais? (…) É o homem que deu início a essas práticas que deveríamos buscar, não aquele que desistiu tarde demais.” (Porfírio)

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Written by candeeiroverde

31 de março de 2010 at 1:13 pm

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Por que não comer carne?

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Que tal responder essa pergunta com uma outra pergunta: por que comer carne?

Nos links postados anteriormente neste blog, foram apresentadas pesquisas em diferentes instituições que estudam a relação entre o consumo de produtos de origem animal e a incidência de câncer, os efeitos da pecuária para o meio ambiente, a questão do gasto excessivo de água, a quantidade de vegetais necessários para se produzir um quilo de carne e, principalmente, a crueldade para o sacrifício desses animais.

Por outro lado, centenas de milhões (alguns estimam até mais de um bilhão) de pessoas no mundo são vegetarianas (entre estritos, lacto, ovo e ovolacto). Tais pessoas, ao contrário do que tentam fazer acreditar tanta gente, incluindo médicos e nutricionistas, têm vidas normais, tão ou mais longas que creófilos e, normalmente, com uma qualidade de vida bem maior. O vegetarianismo não impede a prática de esportes, conforme são exemplos grandes campeões como Carl Lewis e o brasileiro Éder Jofre.

Portanto, comer carne ou não é produto da consciência de cada um. Créofilos podem dizer que apreciam o sabor, que este hábito é mais cômodo e prático ou qualquer outro argumento. Mas não faz sentido, como muitos afirmam, divulgar que carne e/ou outros derivados animais são imprescindíveis ao homem.

Concluo remetendo às três peneiras de Sócrates: afirmar que o homem necessita de comer carne não é verdade, não é bom (nem pros animais e nem pra quem come) e nem é necessário. Portanto, por que comer carne?

Written by candeeiroverde

25 de março de 2010 at 6:36 pm

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HowStuffWorks: Como funcionam os vegetarianos radicais

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Como funcionam os vegetarianos radicais
por Sarah Dowdey – traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução

O que você comeu no café da manhã hoje? Cereais com leite? Ovos com bacon? Quem sabe um pouco de chá com mel? A resposta será ‘não’, se você for um vegetariano radical. Os vegetarianos levam o vegetarianismo básico a alguns passos além. Em vez de abster-se de apenas peixe e carne, os vegetarianos radicais evitam comer, vestir ou usar qualquer produto de origem animal. Isso significa nada de ovo ou leite, mel, couro, pele de animais, lã ou seda, nem cosméticos ou produtos químicos testados em animais.

verduras
Fotógrafo: Coldfusion | Agência: Dreamstime
Os vegetarianos deveriam comer uma grande variedade de alimentos para manter uma dieta saudável

E existe muita coisa que os vegetarianos podem comer. A Sociedade Vegetariana dos Estados Unidos recomenda porções de verduras, frutas, grãos, legumes, óleos e produtos fortificados não derivados do leite, como leite de soja. Alguns vegetarianos radicais substituem a carne por carne de soja, tofu ou proteína do trigo, às vezes, chamada de seitan. Eles também tomam suplementos de vitamina B12 (em inglês), vitamina D e cálcio (em inglês) para suprir qualquer deficiência da dieta.

Mas por que as pessoas escolhem uma dieta tão restritiva? Até que ponto algumas pessoas levam o veganismo (vegetariano radical)? Nesse artigo, responderemos a essas perguntas e aprenderemos um pouco sobre a história do veganismo.

Por que as pessoas escolhem o veganismo?

Os vegetarianos radicais escolhem sua dieta por uma série de razões. Muitos abstêm-se de produtos de origem animal porque consideram sua indústria cruel e desumana. Outros acreditam que a agricultura animal destrói o meio-ambiente. E algumas pessoas simplesmente vêem no veganismo uma dieta saudável – pobre em gordura e colesterol e rica em fibras e vitaminas.

vacas
Fotógrafo: Leslie Morris |
Agência: Dreamstime

Os vegetarianos radicais acreditam que as vacas leiteiras e as galinhas vivem em condições desumanas

Razões morais
A maioria dos vegetarianos sente-se eticamente incapaz de comer animais abatidos. Também pensam que as galinhas poedeiras e as vacas leiteiras criadas em granjas levam uma vida desnecessariamente miserável e curta. As galinhas poedeiras criadas em granjas geralmente vivem em pequenas gaiolas sem nenhum espaço. Embora possam viver mais de uma década, a maioria é abatida após dois anos.

Os não vegetarianos que desaprovam os métodos das granjas geralmente preferem a criação de animais caipiras como uma alternativa. O USDA exige que as galinhas caipiras tenham acesso a áreas ao ar livre. No entanto, não especifica por quanto tempo elas devem ficar fora dos galinheiros e das gaiolas [fonte: USDA (em inglês)­]. Devido a essa brecha, os vegetarianos radicais que optam pela dieta por razões morais acreditam que a criação em espaço aberto não seja tão humana.

Eles também desaprovam o tratamento às vacas leiteiras. Como as galinhas, as vacas são abatidas quando sua produtividade diminui. Elas podem viver até 25 anos, mas a maioria morre após cinco. Os bezerros machos, que não têm nenhum valor às granjas leiteiras, são vendidos rapidamente e abatidos nas granjas de vitela.

Razões ambientais
Algumas pessoas tornam-se vegetarianas por questões ambientais. A agricultura animal exige grande quantidade de terra e água para sustentar o gado e fazer plantações. A troca da terra necessária para as pastagens e plantações leva ao desmatamento, à degradação do solo e a uma diminuição da biodiversidade. A água usada pela agricultura animal, a maior parte como irrigação às colheitas, responde por 8% do uso global da água pelo homem [fonte: Livestock, Environment and Development Initiative (em inglês)].

As enormes plantações de milho ou grãos também precisam de pesticidas e fertilizantes. O nitrogênio dos fertilizantes contribui para a proliferação das algas e cria zonas mortas.

fazenda
Fotógrafo: David Hughes |
Agência: Dreamstime

É necessária uma grande quantidade de terra para plantar alimentos para o gado

Os próprios animais produzem lixo e poluição. A criação de gado produz 18% das emissões mundiais de gases do efeito estufa, medidos em CO2 – é mais do que os emitidos pelos meios de transporte! [Fonte: LEAD (em inglês)]

O ­metano, gás 23 vezes mais poderoso do que o CO2­, forma a maior parte das emissões do gado. O esterco animal contamina a água e libera antibióticos que podem aumentar a resistência de algumas bactérias.

Os vegetarianos radicais também acreditam que sua dieta utiliza a terra com mais eficiência e responsabilidade do que a agricultura animal. Se as pessoas comessem alimentos à base de plantas, não haveria necessidade de pastagens nem plantações para sustentar o gado. A agricultura produziria o alimento diretamente para o consumo humano e utilizaria menos terras. As proteínas e vitaminas dos produtos animais, entretanto, ajudam a sustentar a maioria dos pobres do mundo – pessoas que poderiam não ter os recursos para criar e monitorar uma dieta totalmente à base de plantas.

Razões de saúde
Muitos vegetarianos radicais escolhem a dieta puramente por seus benefícios à saúde. Embora o veganismo requeira suplementos e acompanhamento profissional para suprir as necessidades alimentares, a maioria dos vegetarianos pode ingerir todos os nutrientes sem consumir produtos de origem animal. Os principais alimentos do vegetariano radical, como grãos integrais, verduras, frutas e legumes, são naturalmente pobres em gordura e colesterol e ricos em fibras (em inglês), magnésio (em inglês), potássio (em inglês), ácido fólico (em inglês) e vitaminas (em inglês) C e E. A Associação Americana de Dieta relata que os vegetarianos e os vegetarianos radicais possuem índices de massa corporal, pressão sangüínea (em inglês) e níveis de colesterol mais baixos do que os não vegetarianos. Também apresentam índices menores de diabetes (em inglês) tipo 2, câncer de cólon (em inglês), câncer de próstata (em inglês), hipertensão (em inglês) e doenças cardíacas [fonte: ADA (site em inglês)].

Veganismo duvidoso

O veganismo não é uma dieta fácil de manter, e nem deveria ser – deixar de consumir produtos de origem animal requer planejamento e acompanhamento cuidadosos. Mas os adultos têm uma certa medida de segurança em qualquer dieta. A maioria observa ganho de peso, perda de peso ou mesmo condições mais discretas, como anemia (em inglês) devido à deficiência de ferro. As pessoas são capazes de se adaptarem antes que apareçam conseqüências graves. No entanto, bebês, crianças e animais não conseguem controlar suas próprias dietas e têm necessidades nutricionais delicadas. Para os vegetarianos radicais que optam por estender suas crenças em dieta a seus filhos e animais, cuidado e acompanhamento médico são cruciais.

bebê
Fotógrafa: Ieva Geneviciene |
Agência: Dreamstime

É possível fazer com que uma criança cresça com uma dieta vegetariana bem planejada

Bebês vegetarianos
Em abril de 2004, Crown Shakur, um bebê de seis semanas e 1,75kg, morreu de inanição. Seus pais, que o alimentavam com leite de soja e suco de maçã, insistiram em dizer que fizeram a melhor coisa fazendo-o seguir sua dieta vegetariana. Os nutricionistas, entretanto, afirmaram que não foi o veganismo que causou a morte do bebê, mas sim a negligência e a ignorância – os pais simplesmente não o alimentavam o suficiente. O júri concordou com o prosseguimento do caso e condenou os pais por assassinato. Como os pais usavam o veganismo como sua estratégia de defesa, o caso atraiu bastante atenção para a dieta e para as crianças vegetarianas.

Quando os pais criam as crianças e os adolescentes com dietas alternativas, como o veganismo, não se pode haver erros. Uma dieta vegetariana bem planejada e cuidadosamente seguida, no entanto, pode suprir adequadamente as necessidades das crianças. A maioria das mães vegetarianas alimenta seus bebês – o leite materno aumenta o sistema imunológico, diminui o risco de infecção da criança e ajuda a prevenir alergias. As vegetarianas que amamentam tomam suplementos para compensar suas deficiências de vitaminas D e B12. Quando não é possível amamentar, fórmulas vegetarianas oferecem uma alternativa. No entanto, os pais jamais deveriam dar a seus filhos fórmulas caseiras ou produtos que não fossem derivados do leite, já que elas não atenderão as necessidades nutricionais de um bebê. Crianças maiores podem comer frutas e legumes amassados, purê de tofu, iogurte de soja e leite fortificado de soja, arroz ou de aveia.

Animais vegetarianos
Alguns vegetarianos estendem suas dietas a seus animais. Eles acham hipócrita não consumir produtos animais e dá-los a seus gatos e cachorros. Os vegetarianos que dão a seus cães comida à base de vegetais chamam seus bichinhos de cachorros vegetarianos. Eles se alimentam de comidas especialmente formuladas ou feitas em casa. Alguns cães não gostam da dieta, mas muitos vegetarianos a mantêm porque querem seus animais tão fortes e saudáveis quanto os outros.

Os gatos, no entanto, têm necessidades bastante estritas. Eles não conseguem sintetizar a vitamina A dos vegetais e precisam de vitamina C e aminoácidos, como os touros, para serem saudáveis. Embora as comidas de gatos vegetarianos contenham suplementos, a complexidade das necessidades alimentares de um gato torna o veganismo difícil e muito perigoso. Até mesmo os grupos de vegetarianos radicais somente apóiam a dieta aos felinos como uma tentativa.

O veganismo é mais do que uma simples dieta. Aprenderemos, na próxima seção, sobre a história do veganismo, a cozinha vegetariana e o estado atual da moda vegetariana.

Veganismo ao extremo
Alguns vegetarianos levam suas dietas ao extremo.Os praticantes da Dieta de Alimentos Crus comem somente comida crua. Isso pode incluir produtos de origem animal, mas como a maioria das pessoas não gosta da idéia de comer carne nem ovo cru, boa parte dos seguidores é vegetariana.

­A Dieta das Frutas permite apenas frutas cruas e sementes. Os frugívoros acreditam que as frutas são o alimento ideal da natureza. Eles acham que comer frutas é uma forma natural de prolongar a vida e que é errado matar os vegetais.

Os vegansexuais são aqueles que seguem dietas vegetarianas, mas que também evitam ter relações sexuais com não vegetarianos.­

­

Estilo de vida do vegetariano radical

Quando Elsie Shrigley e Donald Watson usaram pela primeira vez a expressão “vegetariano radical” para descrever os vegetarianos que não consumiam derivados do leite, em novembro de 1944, a dieta e o estilo de vida definitivamente não eram “legais”. Os vegetarianos antipáticos se recusavam a associar-se a movimentos radicais. O veganismo criou uma reputação amigável e louca por saúde. A dieta finalmente tornou-se popular com movimentos contraculturais – a maioria particularmente hippie – mas ainda com um ar de exclusividade. Hoje em dia, muitos vegetarianos radicais ignoram a reputação virtuosa e promovem o veganismo como uma brincadeira e, até mesmo, como um estilo de vida moderno.

refeição vegetariana
Fotógrafo: Rohit Seth | Agência: Dreamstime
O humus e a pita formam uma excelente refeição vegetariana no Oriente Médio

A culinária vegetariana era, até recentemente, sinônimo de tofu mole e fermento nutritivo. Entretanto, um interesse crescente na culinária étnica tem feito chefes de cozinha iniciantes perceberem que muitas culturas possuem deliciosos pratos vegetarianos feitos diretamente em suas cozinhas. Comidas do Oriente Médio, como humus, tahina e falafel, ensopados e tagines da África do Norte, caril de vegetais da Índia e comidas rápidas da Ásia fazem os vegetarianos radicais apreciarem e compartilharem suas dietas à base de vegetais com amigos não vegetarianos.

Por outro lado, um prato assado do vegetariano radical parece ser uma coisa impossível. Como fazer um bolo ou biscoito sem leite, manteiga ou ovos? Leite de soja, arroz ou amêndoa é um bom substituto para o leite comum. Sementes de linhaça, tofu cremoso, iogurte de soja, ovo vegetariano ou mesmo bananas podem substituir os ovos, enquanto a margarina sem sal ou o óleo de canola pode substituir a manteiga. O assado de um vegetariano também atrai pessoas com alergia a ovo ou intolerância à lactose.

Os vegetarianos radicais também não vestem nem usam produtos de animais – couro, lã, seda e colas, tintas, cosméticos e produtos químicos de base animal. Dar lindos tênis de couro, blusas de seda e calças de lã em troca de roupas de cânhamo grosseiro costumava ser um dos maiores sacrifícios do veganismo. Mas agora os desenhistas e as lojas para vegetarianos cultivam uma nova estética – bem feita, elegante e que não seja cruel. A conhecida desenhista de modas Stella McCartney, uma vegetariana, usa apenas fibras naturais e imitação de couro em suas roupas.

O estilo de vida de um vegetariano radical está deixando de ser de auto-sacrifício para se tornar um prazer consciente. Entretanto, os vegetarianos em potencial, atraídos pela característica do estilo de vida ou por seus benefícios éticos, ambientais ou à saúde, deveriam dar mais atenção a sua pesquisa. A dieta ainda é uma questão complicada que precisa de acompanhamento profissional.

Fonte: http://casa.hsw.uol.com.br/alimentacao.htm

Written by candeeiroverde

19 de março de 2010 at 2:04 am

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Quantos são os vegetarianos?

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Saber o número de pessoas que abdicam de comer carne é uma curiosidade recorrente. Infelizmente, não existem números globais precisos, até porque muitos países, inclusive alguns em que uma boa parte da população é budista ou de outras religiões que incentivam o vegetarianismo, vivem sob regimes políticos fechados e é difícil obter dados estatísticos coerentes.

O site da União Vegetariana Européia contém uma lista, disponibilizada abaixo, dos números totais e percentuais de vegetarianos em países da Europa e alguns de outras regiões do mundo.

Inhabitants (Million) Vegetarians (total | % | statistics)

Australia:

20.385903 611,577 | 3 % | (estimate)
Source: Australian Vegetarian Society

Austria:

8.1 243,000 | 3 % |
Source: Vegane Gesellschaft Österreich

Belgium:

10.2 204,000 | 2 % |
Source: Survey carried out for GAIA

Canada:

31.9 1,276,000 | 4 % | (estimate)
Source: Toronto Vegetarian Association

Croatia:

4.5 166,500 | 3.7 % |
Source: Poll conducted by Spem communication group

Czech Republic:

10.2 153,000 | 1.5 % | ±0.5
Source: StemMark Agency

Denmark:

5.4 81,000 | 1.5 % | ±0.5 (estimate)
Source: Dansk Vegetarforening

France:

60 less than 1,200,000 | less than 2 % |
Source: Alliance Végétarienne

Germany:

82 7,380,000 | 9 % |
Source: Survey conducted by Institut Produkt und Markt
Annotations: [9,8 % (NeuePresse.de), 11 % (STERN)]

Great Britain:

61 3,660,000 | 6 % |
Source: Mintel (2006)
Annotations: According to a 2007 survey for Linda McCartney Foods, around 10 per cent of Brits eat no red meat, and there is a huge amount of ‘meat reducers’, with 31 million people eating vegetarian most of the time.

India:

997.5 399,000,000 | 40 % |
Source: Hindu -CNN-IBN State of the Nation Survey

Ireland:

4.1 246,000 | 6 % | (estimate)
Source: Vegetarian Society of Ireland

Israel:

7 595,000 | 8.5 % |
Source: Survey conducted by Israeli Ministry of Health, 1999-2001

Italy:

57 5,700,000 | 10 % |
Source: EURISPES – European Institute of political, economical and social studie

Norway:

4.6 92,000 | 2 % |
Source: Norsk Vegetarforening

Poland:

38.6 less than 386,000 | less than 1 % |
Source:

Portugal:

10 30,000 | 0.3 % | s=0.02 p=95%
Source: Nielsen survey for Centro Vegetariano

Slovakia:

5.4 54,000 | 1 % | (estimate)
Source: Vegetarianska spolocnost

Spain:

45 1,800,000 | 4 % | (estimate)
Source: Asociacion Vegana Espanola (AVE)

Sweden:

9 270,000 | 3 % | (estimate)
Source: Animal Rights Sweden

Switzerland:

7.3 657,000 | 9 % |
Source: Swiss Union for Vegetarianism
Annotations: 9% according to the Nutritrend-Study from Néstle from 2001 are “almost” vegetarians (around 3% are really vegetarians)

The Netherlands:

16.3 700,900 | 4.3 % |
Source: Nederlandse Vereniging voor Veganisme

USA:

303.9 9,724,800 | 3.2 % | (of adults)
Source: Harris Interactive Service Bureau on behalf of Vegetarian Times 2008
Annotations: 10 percent of U.S., adults, or 22.8 million people, say they largely follow a vegetarian-inclined diet Note: A surprising 42% of all “vegetarians”, or 4.8 millions adult Americans, considered slaughter of animals to be murder

According to the Vegetarian Resource Group, 4.7 million American adults are vegetarians or vegans (people who avoid all animal products, including cheese and eggs)

Source: http://travel.nytimes.com/2007/11/18/travel/18Choice.html

Note: As it is not possible to obtain data from the Ministries or Statistical offices of the various countries, our compilation is based on other sources available to us.

Written by candeeiroverde

18 de março de 2010 at 1:58 pm

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20 de março: dia mundial sem carne

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O Dia Mundial sem Carne é um evento internacional, promovido pela FARM (Farm Animal Reform Movement), e seu objetivo é mostrar para a população em geral que é possível viver de forma saudável e prazerosa sem fazer uso de alimentos de origem animal. E que esta opção oferece inúmeras vantagens, tanto para o indivíduo quanto para o planeta. Veja:

Saúde
Quem não come carne corre menos riscos de sofrer distúrbios do coração, de contrair câncer (especialmente de cólon e do intestino) e de enfrentar problemas como obesidade, hipertensão e diabetes. E também fica livre das doenças diretamente relacionadas ao consumo da carne, tais como a salmonela, a toxoplasmose, a gripe do frango e a doença da vaca louca, que já fizeram milhares de vítimas no mundo todo.

Meio ambiente
Florestas inteiras são devastadas para darem lugar a pastos. A emissão de gás metano, expelido pelo gado bovino, é uma das principais causas de poluição do ar e da destruição da camada de ozônio. Além disso, a indústria da carne é a maior poluidora das águas e destruidora do solo. Essa devastação pode comprometer de maneira irreversível a sobrevivência das gerações futuras!

Fome mundial
A maior parte dos grãos e da soja produzidos hoje no planeta destina-se à produção de rações utilizadas na engorda dos animais de corte. Se estes grãos fossem usados diretamente na alimentação humana, haveria comida mais do que suficiente para todas pessoas do mundo. Parece utopia, mas não é: acabar com a fome é possível!

Respeito aos animais
Porcos, vacas, galinhas, perus, peixes, coelhos, cabritos… Todos estes animais, destinados majoritariamente ao abate, são sensíveis e inteligentes. Estudos científicos recentes comprovam: eles experimentam emoções como o medo e a angústia e sentem dor exatamente como nós, seres humanos. Ainda assim, todos os anos, a indústria da carne submete bilhões de animais a maus tratos, confinamento, manejo brutal e morte cruel. Será que isso está certo?

Por Dr George Guimarães – Nutricionista especializado em dietas vegetarianas – Fonte: Nutriveg

O que se pode fazer neste dia?

– Convidar a família ou amigos para irem a um restaurante vegetariano;
– Levar uns petiscos vegetarianos para o trabalho ou para a escola, para partilhar com os colegas (veja algumas receitas);
– Distribuir folhetos e cartazes (sugestões);
– Assistir a um documentário que faça você refletir sobre as consequências do consumo de carne (Terráqueos, A Carne é Fraca);
– Ou quem sabe, a melhor de todas as alternativas… Adotar de vez uma dieta vegetariana!

Fonte: http://cantinhovegetariano.blogspot.com/2009/03/20-de-marco-dia-mundial-sem-carne.html

Written by candeeiroverde

17 de março de 2010 at 1:37 pm

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Carl Lewis e o veganismo

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Quando eu cresci em Nova Jersey, eu sempre gostei de comer legumes e fui influenciado pela minha mãe, que acreditava na importância de uma dieta saudável, embora nós comêssemos carne regularmente, pois meu pai assim o queria. Na Universidade de Houston, comia carne e tentava controlar o meu peso de forma errada, abdicando de algumas refeições. Frequentemente, eu não tomava o café da manhã, comia um almoço leve, e depois satisfazia-me no jantar-pouco antes de ir para a cama. Não era só o fato de pular refeições que estava errado na dieta, mas a maneira como fiz é a pior forma porque o seu organismo precisa de quatro horas para digerir a comida antes de você se deitar.

Em maio de 1990, decidi mudar a maneira que eu comia depois que percebi que controlar meu peso por pular refeições não era bom para mim. No espaço de poucas semanas, eu conheci dois homens que mudaram minha maneira de pensar e comer. O primeiro foi Jay Cordich, o homem do suco, o qual encontrei na estação de rádio de Houston, onde trabalhei no início da manhã. Ele estava lá para falar sobre sua juicer, que faz sucos frescos de frutas e legumes. Ele disse que se uma pessoa beber pelo menos meio litro de suco espremido na hora, todos os dias, vai aumentar sua energia, fortalecer o seu sistema imunológico e reduzir o risco da doenças. Poucas semanas depois, ao fazer publicidade para uma competição em Minneapolis, encontrei Dr. John McDougall, um médico que ensina sobre a ligação entre a boa nutrição e saúde, o qual estava promovendo seu mais recente livro. Dr. McDougall me desafiou a assumir o compromisso de uma dieta vegetariana e, então, pô-la em prática.

Lembro-me claramente da decisão tomada em julho de 1990 para me tornar um vegano. Eu estava competindo na Europa e comi uma refeição de salsicha espanhola no sábado e na segunda-feira seguinte comecei a dieta vegana. A coisa mais difícil para mim,foi mudar os meus hábitos alimentares de pular refeições e passar a comer durante todo o dia, o que é muito mais saudável. Também cortei o sal e assim o substituí pelo suco de limão, para [realçar] o sabor.

Na primavera de 1991 – oito meses depois de começar a comer vegan – eu estava me sentindo apático e pensei que talvez fosse necessário adicionar a proteína da carne em minha dieta. Dr. McDougall, no entanto, explicou que minha apatia era devido à minha necessidade de mais calorias, porque eu estava treinando muitas horas por dia, e não porque eu precisava de mais proteína animal. Quando eu aumentei o consumo de calorias, eu recuperei minha energia. Eu estava bebendo cerca de 700 ml de suco por dia. Eu não comia lacticínios. E eu tive o meu melhor ano como atleta de toda minha vida!

Você tem controle total sobre o que você coloca em seu corpo. Ninguém pode forçá-lo a comer aquilo que você não quer comer. Eu sei que muitas pessoas pensam que uma dieta vegetariana – e, especialmente, uma dieta vegana – exigirá sacrifício e renúncia. Jannequin Bennett demonstra neste livro que a alimentação vegetariana não tem que ser insípida e enfadonha. Como ela diz, “comer uma dieta vegana é uma forma verdadeiramente indulgente de vida, porque os veganos regularmente partilham dos melhores alimentos que a natureza tem a oferecer.” Aqui estão receitas que vão animar o seu paladar. A propósito, algumas das minhas próprias receitas estão incluídas.

Tenha em mente que a alimentação vegetariana exige um compromisso de cuidar do seu próprio corpo e de agir de forma responsável para com o mundo ao seu redor. A maioria de nós não está ciente de quantos danos fazemos aos nossos corpos e ao nosso mundo por causa da maneira que nós comemos. Eu desafio você a escrever tudo o que comer e beber durante uma semana. Você provavelmente vai se surpreender com a quantidade de salgadinhos que você come, as diferentes formas em que o leite e o queijo são uma parte de sua dieta e, o pior de tudo, quanto fast food que você consome.

A maioria dos lanches tais como biscoitos, salgadinhos, doces, batatas fritas ou refrigerantes são alimentos altamente processados, que perderam muitos de seus nutrientes. Pior ainda, a maioria desses alimentos são carregados de gordura, sal e produtos químicos. Por exemplo, um saco de 1,5 gramas de batata frita sabor churrasco tem o mesmo número de calorias que uma batata média cozida, mas 70 vezes a quantidade de gordura e 20 vezes a quantidade de sal. Queijo e outros produtos lácteos são carregados de gordura saturada (obstruidora arterial) e colesterol. A maioria dos queijos recebe de 70 a 80 por cento de suas calorias da gordura.

Você tem que ter um cuidado especial quando comer em restaurantes de fast food. À medida que o consumo do não saudável fast food aumentou, também cresceu a obesidade, que está agora em segundo lugar, somente atrás do tabagismo, como principal causa de morte no Estados Unidos. Eric Schlosser relatou em Fast Food Nation [Nação Fast Food], que a taxa de obesidade entre as crianças americanas é duas vezes mais elevada hoje qua a vinte e cinco anos atrás. Além disso, parece que onde as pessoas comem o insalubre fast food, cinturas começar a se expandir. Entre 1984 e 1993, por exemplo, o número de restaurantes de fast food na Grã-Bretanha dobrou. De forma igual, cresceu a taxa de obesidade entre os adultos. Pessoas acima do peso eram uma raridade no Japão. O Fast food chegou há trinta anos atrás, e hoje um terço de todos os homens japoneses acima de trinta anos estão com sobrepeso.

Seu corpo é seu templo. Se você alimenta-lo corretamente, ele será bom para você e você vai aumentar a sua longevidade. Ser bom para seu corpo, porém, requer empenho e determinação. Comecei a comer uma dieta vegana por razões de saúde e continuei principalmente por causa disso. Outros adotaram essa dieta por razões de ordem ética ou espiritual. Quaisquer que sejam as suas razões para comer uma dieta baseada em vegetais, Very Vegetarian [o livro em que está contida esta introdução] vai ajudá-lo a fazê-lo com estilo e bom gosto.

Introdução de Carl Lewis para o livro Very Vegetarian, livro co-escrito com Jannequin Bennett.  Traduzido no Google, com alguns ajustes. Texto original: http://www.vegsource.com/articles/lewis_intro.htm

Willian Frederick Carlton Lewis ou simplesmente Carl Lewis (Birmingham, 1 de julho de 1961), é um ex-atleta dos Estados Unidos que ganhou 10 medalhas olímpicas, nove das quais de ouro, e 10 medalhas nos campeonatos mundiais de Atletismo, oito das quais de ouro, em uma carreira que se estendeu de 1979, quando ele alcançou uma posição na classificação mundial, até 1996, quando ele ganhou seu último título olímpico e subseqüentemente se retirou das pistas. Em 2009, foi nomeado embaixador da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação ligada a ONU.

Written by candeeiroverde

16 de março de 2010 at 12:39 pm

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Quanto vale um bife?

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11/02/2009

Quanto vale um bife?

Não sou vegetariana, – e nem pretendo ser, já que adoro carne e acredito que algumas proteínas da carne são importante – mas alguns dados me assustam e já me fazem tentar diminuir a quantidade de carne que consumo no dia-a-dia.

Além do fator colesterol e de diversas pesquisas que mostram o quanto a carne bovina pode reduzir nosso tempo de vida, criar esses animais é uma das atividades mais degradantes para a natureza.

Olha só quantos argumentos para você diminuir a quantidade também:

Gases. Sim, a história que você ouviu sobre a influência do “pum” do gado bovino no aquecimento global é verdade. Os puns e arrotos de boizinhos e vaquinhas têm um imensa quantidade de gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa.

Desmatamento. Não bastasse os gases jogados na atmosfera, a pecuária ainda é responsável por grande parte do desmatamento de áreas como a Amazônia. Menos árvores, igual a mais gás carbônico e metano na atmosfera, aquecendo ainda mais nosso planeta.

Água. Agora olhe bem para o quadro ao lado: isso mesmo, a agricultura é responsável por 69% de toda a água que a gente gasta (o crédito é do Planeta Sustentável). E aquela suculenta picanha é a maior vilã da história. Na próxima vez que for a uma churrascaria, lembre-se: você estará consumindo 15 mil litros (!) de água por cada quilo de carne.
Só para você fazer uma comparação, num banho de 10 minutos a gente gasta, em média, 100 litros de água. São 150 banhos refrescantes por dia em troca de um mísero pedaço de bife!
E esse número não é chute. É o que em ciência, chama-se de ?água virtual?. Esse termo diz o quanto é gasto de água em toda a cadeia produtiva de cada produto, do início de sua produção até o consumo. Foi cunhado em 1993, pelo professor John Anthony Allan, do King’s College London – que por isso aliás, ganhou o Stockholm Water Prize, em 2008.
E tem mais: O desmatamento que eu falei lá atrás também afeta a qualidade e a quantidade de água em rios e nascentes.

Será que seu bifinho vale tudo isso?

Fonte: http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/blogs/blog.php&cd_matia=56790

Outras leituras a respeito:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/01/07/ult4477u1228.jhtm

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4539260,00.html

Written by candeeiroverde

14 de março de 2010 at 1:24 pm

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