Vida vegetariana

Por um mundo melhor

Comer carne é natural?

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Numa comunidade que participo sobre veganismo, alguém abriu um tópico sobre o fato de ser natural ou não se comer carne. Argumentou que o apetite que as pessoas sentem pela carne seria uma evidência da naturalidade da creofilia. Escrevo abaixo a minha resposta.

O link que estou enviando é de uma matéria sobre uma porcaria de uma pesquisa em animais. Mas há como aproveitarmos alguma coisa dela em honra, não dos miseráveis cientistas, mas dos camundongos sacrificados para tal.

http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/03/29/compulsao-por-gordura-funciona-como-vicio-em-cocaina-diz-estudo.jhtm

Eu tenho uma filha de onze meses que está sendo introduzida na creofilia. Ela não quer comer. Faz careta. Mas enchem a comida dela de tempero, fazem aviãozinho… O que é forçado, passa a ser tolerado. Depois vira costume. Daí vem o vício e se torna normal e “inaceitável” o não comer. Talvez a explicação que eu der a ela de porque papai não come carninha nem toma leitinho a resgate desta condição lamentável.

Mas a questão é: se não forçassem as crianças a comer carne, será que elas teriam interesse para tal?

Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue – vós, repito, que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer?” (Plutarco)

Muitos pratos trouxeram muitas doenças. Note-se que vasta quantidade de vidas um estômago absorve – devastador da terra e do mar. Não é de espantar que em tão discordante dieta a doença varie incessantemente… contem os cozinheiros e não mais se espantarão do número incontável das doenças humanas.” (Sêneca)

Quanto a mim (…) pergunto-me por que acidente e em que estado da alma ou da mente o primeiro homem que o fez tocou o sangue com sua boca e levou os seus lábios à carne de uma criatura morta, aquele que pôs à mesa corpos mortos e fétidos e aventurou-se a chamar de alimento e nutrição os pedaços que um pouco antes bramiam e gritavam, moviam-se e viviam. Como puderam seus olhos suportar o massacre de se cortarem gargantas, de se esfolar o couro, de se arrancar um membro de outro membro? Como pôde o seu nariz agüentar o fedor? Como é que a imundície não causou repulsa ao paladar daquele que fez contato com as feridas de outros e sugou fluidos e soros de ferimentos mortais? (…) É o homem que deu início a essas práticas que deveríamos buscar, não aquele que desistiu tarde demais.” (Porfírio)

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Written by candeeiroverde

31 de março de 2010 às 1:13 pm

Publicado em Uncategorized

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