Vida vegetariana

Por um mundo melhor

O que eu “posso comer” na dieta vegetariana

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Uma das grandes preocupações das pessoas que cogitam a possibilidade de se tornarem vegetarianas é pensar no que se pode comer, tanto em casa como, principalmente, fora dela.

Em primeiro lugar, esclareço que sou vegetariano estrito. O que é isso? Vegetariano, em tese, é quem alimenta-se apenas de vegetais. Existem estágios (ou classificações) dentro do vegetarianismo, a saber:
– Ovo-lacto-vegetariano: alimenta-se de vegetais, ovos, lácteos e, talvez, mel;
– Lacto-vegetariano: alimenta-se de vegetais, lácteos e, talvez, mel;
– Ovo-vegetariano: alimenta-se de vegetais, ovos e, talvez, mel;
– Vegetariano estrito: alimenta-se de vegetais (e opcionalmente de produtos industrializados, assim como os demais);
– Vegano: é um vegetariano estrito que não contribui com a exploração animal também no vestuário (couro, seda, etc), diversão (circos com animais, zoológicos, shows aquáticos, aquários, etc), produtos testados em animais, assim como caçadas, tração e qualquer outro meio em que eles sejam utilizados;
– crudívoro: é um vegetariano estrito que só consome alimentos que não passaram pelo processo de cozimento ou qualquer outra transformação;
– frugívoro: é um vegetariano estrito que só consome frutas (excluindo da dieta os cereais, folhas e plantas).

Existem outras denominações mais recentes, como piscitariano (come vegetais e peixes) ou flexitariano (come carnes de vez em quando). Tecnicamente, estes não são vegetarianos.

Agora vamos ao que interessa: moro em João Pessoa, uma cidade que não tem um grande número de vegetarianos (pelo menos que eu tenha conhecimento), mesmo na comunidade local no Orkut. Aqui existe apenas um restaurante ovo-lacto-vegetariano, o Govinda, sendo uma boa opção também para os estritos. Há também restaurantes naturais (de produtos orgânicos), como o Oca. Mas nesse post, quero colocar justamente o cardápio de rotina e as soluções improvisadas que, combinadas ou mesmo isoladas, podem ser uma boa refeição ou, pelo menos, dar uma sobrevida nos momentos de auto-fagia estomacal.

Café da manhã:
– Frutas;
– Granola;
– Ração humana: eu mesmo faço a minha com aveia, amaranto, quinua real, gérmen de trigo e farinhas de castanha de caju, linhaça, gergelim, girassol, soja, milho e laranjeira com mel de engenho (melaço de cana), receita de nutricionista. Adicionei marapuama e guaraná, à revelia;
– Cuscuz;
– Tapioca com côco;
– Pão integral com margarina Becel; *
– “iogurte” ou “danete” de soja: a linha Naturis, da Batavo, é ótima; *
– Torrada integral com patê de soja com azeitona, alho ou outros sabores: sempre encontro na Mundo Verde;
– Bolacha Cream Cracker integral: sem lácteos ou ovos, encontrei a Pilar e Marilan;
– Sanduíches com tofu (“queijo” de soja) misturado com shoyu: encontro tofu na Mundo Verde ou no Extra;
– “Shakes” de soja – tenho consumido os da Jasmine: com Nescau 2.0 (não contem lácteos); *

Almoço:
– Saladas e vegetais em geral: sempre uma boa opção. Sempre verifico se há queijo ou presunto (estranho, mas tem gente que põe presunto!);
– feijão verde: é bom ter cuidado, pois já encontrei feijão com charque!
– Arroz: de preferência vermelho ou integral. Na falta, um arroz branco quebra o galho. Na dúvida, não como arroz refogado;
– Macarrão: sempre verifico, pois muitas massas contém ovos;
– Proteína texturizada de soja: fica gostosa, quando bem preparada, mas não recomendável para comer todos os dias;
– Milho, ervilha, azeitona, alcaparras, champingnon, palmito, cebola e outros vegetais/fungos em conserva;
– feijões preto, macaça e carioquinha e fava: em minha casa, são preparados sem carnes. Não me arrisco a comer na rua;
– Macaxeira, batata, inhame e afins;
– Farinha de mandioca;
– Batatas fritas: com moderação;
– “Carne” de beterraba, caju, cenoura e outras invenções: por incrível que pareça, o resultado pode ser muito bom;
– Similares de almôndegas, salsichas, bifes, medalhões e afins, feitos de soja: nunca comprei, mas vi vários tipos para vender no Extra;
– Miojo de Yakisoba, sabor oriental: existe outro Yakisoba da Nissin, sabor tradicional, que é preparado com carne e frango; *
– Yakisoba vegetariano: opção disponível ou negociável em alguns restaurantes. Sempre pergunto se o macarrão e/ou o bifum (em tese, feito somente de arroz) contém ovos;
– Azeite: sempre;
– Sucos;
– Hamburguer de soja da Perdigão; *
– Molhos madeira e barbecue, cat chup e mostarda;
– Sobremesas: salada de frutas, rapadura, alguns chocolates meio amargos e goiabada;

Jantar:
– Pão francês com patê, Becel, tofu, etc: o pão francês, em tese, é feito com farinha, sal e fermento. Algumas padarias usam ovos. Eu sempre pergunto;
– Pão integral com acompanhamentos;
– Cuscuz;
– Macaxeira, batata, inhame e afins;
– Açaí: sempre enfatizo bem: “sem leite condensado, farinha láctea e mel”;
– Nozes;
– Sucos: e os sucos de ameixa ou açaí sem leite também ficam gostosos;
– Hamburguer de soja da Perdigão; *

Lanches:
– Frutas ou saladas;
– Pastel de soja: encontro na Mundo Verde, Casa dos Integrais ou na faculdade em que trabalho;
– Barrinha de cereais: até agora, só encontrei “limpas” as de castanha-do-pará e banana da Nutry;
– Castanhas de caju e amendoim;
– Batatas fritas;
– Club Social, sabor Original: os outros que pesquisei contém lácteos; *
– Negresco, Escureto e afins: me surpreendi quando descobri que não contém lácteos; *
– Salgadinhos integrais da Vitao;
– Sojinha: grãos de soja crocantes – encontro na Casa dos Integrais e na Mundo Verde;
– Salgadinhos de batata frita, como Ruffles (sabor Original), Stack (sabor Original) e afins, ou batata palha; *
– Hamburguer de soja da Perdigão; *
– Chocolates: Orgânico da Cacau Show, Meio Amargo da Casino (Pão-de-Açúcar), da marca Carrefour, em barra de 1 Kg da Harald ou em tabletes disponíveis na Mundo Verde;

Provavelmente estou esquecendo muitas coisas. Existem vários livros, sites, e comunidades no Orkut com muitas receitas interessantes. As informações acima têm caráter de exposição de possibilidades acima e não são recomendação ou sugestão. Se tiver interesse, recomendo procurar um nutricionista, como eu o fiz.

Os produtos marcados com asterisco (*) são produzidos por marcas boicotadas por veganos, por utilizarem, em outros itens, ingredientes de origem animal e/ou testarem em animais os seus produtos.

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Written by candeeiroverde

24 de abril de 2010 at 2:53 pm

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A comida como ela é

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Para falar sobre a motivação alimentar humana, recorri a um trecho do livro A Doutrina de Buda (Ed. Martin Claret, 2003, p. 83-84):

“Os homens tem paixões mundanas que os levam somente às ilusões e sofrimentos. Há cinco maneiras pelas quais eles podem se livrar dos grilhões destas paixões.

Primeira, devem ter idéias corretas das coisas, idéias estas baseadas em cuidadosa observação, devem compreender corretamente o significado das causas e efeitos. Desde que a causa do sofrimento se acha arraigada nos desejos e apegos da mente, e desde que estes são frutos das errôneas observações do ego que negligencia o significado da lei da causa e efeito, só poderá haver paz, se a mente puder fugir destas paixões mundanas.

Segunda, os homens podem evitar estas observações erradas que originam as paixões mundanas, através de um paciente controle da mente. Com o eficiente controle mental, pode-se evitar todos os desejos que surgem das sensações dos olhos, ouvidos, nariz, língua, tato e dos subsequentes processos mentais; se assim se fizer, poder-se-á cortar as paixões mundanas em sua raiz.

Terceira, deve-se ter idéias corretas a respeito do adequado uso das coisas. Assim, com relação ao alimento e à roupa, não se deve pensar em termos de conforto e prazer, mas sim, em termos das necessidades do corpo. A roupa é necessária para proteger o corpo dos extremos do calor e do frio; o alimento é necessário para nutrição do corpo. Deste correto modo de pensar não brotarão as paixões mundanas.

Quarta, deve-se aprender a ser tolerante; deve-se aprender a tolerar os desconfortos do calor e do frio, da fome e da sede; deve-se aprender a ser paciente quando se recebe abuso ou desprezo. É pela prática da tolerância que se debela o fogo das paixões mundanas que consome o corpo.

Quinta, deve-se aprender a ver e evitar o perigo. Assim como o homem prudente evita os cavalos selvagens e os cães raivosos, não se deve ter como amigos os homens perversos, nem freqüentar lugares evitados pelos sensatos. Praticando-se a cautela e a prudência, poder-se-sá extinguir o fogo da paixões mundanas.

2. No mundo existem cinco grupos de desejos. Referem-se e se originam dos cinco sentidos. Assim temos: desejos que surgem das formas que os lhos vêem; dos sons que os ouvidos escutam; das fragrâncias que o nariz sente; do paladar que a língua sente, e das coisas que são agradáveis ao tato. Destas cinco portas abertas ao desejo, nasce o amor pelo conforto do corpo.

Muitos homens, por alimentar o amor ao bem estar do corpo, não percebem os males que seguem o conforto e são apanhados pelas demoníacas ciladas, como um cervo é apanhado pela armadilha do caçador. Estes cinco desejos, que surgem das diferentes sensações, são as mais perigosas armadilhas. Sendo apanhados por elas, os homens se enredam nas paixões mundanas e sofrem. Devem aprender um meio pelo qual possam escapar dessas ciladas.”

Para as pessoas, a alimentação vai muito além da nutrição. O motivo mais óbvio é a satisfação do paladar. Quantas coisas não sabemos que são sensivelmente ofensivas ao corpo e as ingerimos, por alguns segundos de prazer ao passar pela boca? É difícil, por exemplo, encontrar fora de casa um feijão que não tenha sido preparado com carne. Mesmo em feijão verde (muito apreciado aqui no Nordeste), que em tese só precisa de coentro para ficar muito bom, já encontrei pedaços de charque ou uma pessoa que me é próxima temperando-o com tabletes de caldo de carne.

Porém, a comida tem que agradar também ao olfato. É por isso que muitos produtos industrializados recebem pesados aromatizantes. Você já experimentou tomar um refrigerante tampando o nariz? Quando eu os consumia, fiz esse teste e achei essa bebida muito sem graça ingerida dessa forma.

Bom… Até aqui, nada que não seja muito óbvio. Mas por que a alimentação tem que que também agradar à visão? Eu não falo de algo ter o aspecto ruim, no sentido de estar imprópria. O que falo é de se fazer algo parecer mais bonito. Já viu que as guloseimas que encantam a vista nas docerias são mais bonitas que muitas obras de arte? E os corantes? Já se informou sobre o quanto os corantes químicos são prejudiciais? O fantástico intelecto humano, sempre tão cheio de idéias mirabolantes [sim, estou sendo irônico], “resolveu o problema” da tintura vermelha moendo muitos e muitos insetos, chamados colchonilhas, para produzir um corante disfarçado industrialmente sob os nomes de vermelho 40, Vermelho 4, Vermelho 3, Carmim, Cochineal, Corante natural carmim de Cochonilha, Corante C.I ou Corante ou Colorizante E120. A revista do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) de julho de 2009 traz um interessante artigo sobre os corantes.

Ainda falta falar sobre o tato e a audição. Quantos alimentos não se perdem porque eles simplesmente não estão mais quentinhos ou porque não estão mais crocantes, mesmo não estando comprometidos para a ingestão? Pães, biscoitos, salgadinhos… Para fazer com que certos alimentos apresentem consistência agradável, adiciona-se emulsificantes às suas composições.

O ato de comer tornou-se um ritual. Outro dia, eu estava pensando no fato que quase todos os encontros e eventos sociais são refeições. As pessoas não marcam de encontrar-se na areia da praia ou em um banco de praça para se encontrarem. Sim… Há luais. Mas quase sempre envolvem comida. Muitos aniversários hoje são comemorados com churrascos ou rodízios de pizza. Celebrações como páscoa e natal viraram sinônimo de ceia farta.

Muitos conhecidos contra-argumentam o vegetarianismo sob o pretexto da nutrição. Isso para mim é um argumento inválido, já que centenas de milhões de pessoas no mundo vivem normalmente em dieta vegetariana estrita. Mas o cômico, ou trágico, é que essas pessoas nunca foram a um nutricionista pedir uma dieta que consumisse o mínimo de carne e leite possível. Mesmo se tivesse feito isso, provavelmente não a seguiriam.

O fato é que, infelizmente, as pessoas hoje comem por motivos que vão muito além da nutrição. Isso quando a comida não está na contra-mão da saúde do corpo. Nesses dias, alguém me disse: “você está se alimentando como se a comida fosse uma ração”. Respondi: “bingo”. Não fui totalmente sincero, pois ainda não me alimento como gostaria, ao consumir produtos industrializados, mesmo que sejam junk food vegan. Passar 48 ou mesmo 72 horas ingerindo apenas água é uma experiência muito interessante, pois percebemos o quão fútil é nossa alimentação. É pena que, pouco tempo depois, não lembremos mais disto.

Written by candeeiroverde

8 de abril de 2010 at 6:06 pm

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Como me tornei vegetariano

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Em março de 2007, vegetarianismo para mim era apenas algo de que eu ouvia falar e que nunca associava à minha vida, até que uma amiga apresentou-me Terráqueos. O filme deixou-me transtornado. Nunca havia pensado profundamente na origem de minhas refeições. A carne era algo absolutamente normal e inquestionável. Os rodízios eram confraternizações com amigos. Tudo “normal”. Mas a ilusão foi embora.

Logo depois, tive uma inclinação para parar com vida creófila, mas não durou muito. Caí na ilusão que poderia reduzir o consumo. Talvez o tenha feito por uma semana. Depois voltei ao “normal”. O engraçado é que o filme fala, no início, sobre os três estágios da verdade: ridicularização, oposição violenta e aceitação. Logo que “desencanei”, passei a tentar desmerecer o filme. Dizia que ele citava as situações mais extremas como padrão, dentre tantas outras coisas. Depois, passei ao segundo estágio, sem me dar conta disto. Passei a frequentar comunidades e refutar argumentos pró-vegetarianismo. Antes este assunto me era indiferente. Naquele momento, eu estava fazendo oposição. Então eu pensei: “Por que?”.

O filme me mostrou uma possibilidade de verdade. A mim, cabia acreditar ou não. Não paguei e nem fui obrigado a vê-lo. Agora isso muito me incomodava. Algumas linhas psicológicas dizem que quando algo ou alguém muito incomoda gratuitamente, isto pode ser um sinal de que algo está ferido dentro de si. Então cessei a oposição e passei a tentar ignorar estas idéias e voltar à “inocência perdida”. Durante algum tempo, o conflito interno ficou menos latente. Mas a culpa existia a cada garfada.

Outro dia, comecei a ver A Carne é Fraca. Nem vi todo. As cenas são bem menos chocantes que Terráqueos, mas a coisa estava bem mais evidente. Comecei a quase não ir mais a rodízios. Quando ía, comia muito mais feijão, batata e pão de alho. Mas quanto mais eu reduzia, mais me amargurava o fato de ainda comer carne.

Uma certa noite de domingo, depois de um dia alimentar “normal”, eu disse: “amanhã eu não vou comer nenhum derivado de origem animal”. Na manhã seguinte, mesmo que muitas vezes antes eu tenha ficado sem café da manhã, fiquei muito incomodado por não “poder” comer queijos ou mesmo carnes. Aproveitei o ensejo e parei também o açúcar. Sustentei o esforço durante todo o dia. No dia seguinte, amanheci muito bem. Tão bem que decidi continuar com a mesma alimentação. Mais tarde, porém, comecei a sentir-me fraco, como algumas pessoas disseram que aconteceria.

No terceiro dia, senti tonturas. Liguei para um amigo e ele aconselhou-me a voltar, por um tempo, a comer peixes e crustáceos, leites, ovos e o açúcar. Os peixes e crustáceos eu mantive por duas semanas mais e então parei em definitivo. O leite e os ovos passaram ainda quase dois meses no meu cardápio.

Hoje eu tenho uma dieta vegetariana estrita (sem produtos de origem animal) e vivo muito melhor que antes. Não me sinto fraco nem restrito. Perdi 14 quilos no início. Depois o corpo estabilizou-se e tenho mantido o mesmo peso nos últimos meses. Sinal de que os exercícios são mais que necessários. Sinto que outra guerra se aproxima…

Janio Carlos M. Vieira

candeeiroverde@neoline.com.br

Written by candeeiroverde

2 de abril de 2010 at 12:23 pm

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Comer carne é natural?

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Numa comunidade que participo sobre veganismo, alguém abriu um tópico sobre o fato de ser natural ou não se comer carne. Argumentou que o apetite que as pessoas sentem pela carne seria uma evidência da naturalidade da creofilia. Escrevo abaixo a minha resposta.

O link que estou enviando é de uma matéria sobre uma porcaria de uma pesquisa em animais. Mas há como aproveitarmos alguma coisa dela em honra, não dos miseráveis cientistas, mas dos camundongos sacrificados para tal.

http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/03/29/compulsao-por-gordura-funciona-como-vicio-em-cocaina-diz-estudo.jhtm

Eu tenho uma filha de onze meses que está sendo introduzida na creofilia. Ela não quer comer. Faz careta. Mas enchem a comida dela de tempero, fazem aviãozinho… O que é forçado, passa a ser tolerado. Depois vira costume. Daí vem o vício e se torna normal e “inaceitável” o não comer. Talvez a explicação que eu der a ela de porque papai não come carninha nem toma leitinho a resgate desta condição lamentável.

Mas a questão é: se não forçassem as crianças a comer carne, será que elas teriam interesse para tal?

Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue – vós, repito, que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer?” (Plutarco)

Muitos pratos trouxeram muitas doenças. Note-se que vasta quantidade de vidas um estômago absorve – devastador da terra e do mar. Não é de espantar que em tão discordante dieta a doença varie incessantemente… contem os cozinheiros e não mais se espantarão do número incontável das doenças humanas.” (Sêneca)

Quanto a mim (…) pergunto-me por que acidente e em que estado da alma ou da mente o primeiro homem que o fez tocou o sangue com sua boca e levou os seus lábios à carne de uma criatura morta, aquele que pôs à mesa corpos mortos e fétidos e aventurou-se a chamar de alimento e nutrição os pedaços que um pouco antes bramiam e gritavam, moviam-se e viviam. Como puderam seus olhos suportar o massacre de se cortarem gargantas, de se esfolar o couro, de se arrancar um membro de outro membro? Como pôde o seu nariz agüentar o fedor? Como é que a imundície não causou repulsa ao paladar daquele que fez contato com as feridas de outros e sugou fluidos e soros de ferimentos mortais? (…) É o homem que deu início a essas práticas que deveríamos buscar, não aquele que desistiu tarde demais.” (Porfírio)

Written by candeeiroverde

31 de março de 2010 at 1:13 pm

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Por que não comer carne?

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Que tal responder essa pergunta com uma outra pergunta: por que comer carne?

Nos links postados anteriormente neste blog, foram apresentadas pesquisas em diferentes instituições que estudam a relação entre o consumo de produtos de origem animal e a incidência de câncer, os efeitos da pecuária para o meio ambiente, a questão do gasto excessivo de água, a quantidade de vegetais necessários para se produzir um quilo de carne e, principalmente, a crueldade para o sacrifício desses animais.

Por outro lado, centenas de milhões (alguns estimam até mais de um bilhão) de pessoas no mundo são vegetarianas (entre estritos, lacto, ovo e ovolacto). Tais pessoas, ao contrário do que tentam fazer acreditar tanta gente, incluindo médicos e nutricionistas, têm vidas normais, tão ou mais longas que creófilos e, normalmente, com uma qualidade de vida bem maior. O vegetarianismo não impede a prática de esportes, conforme são exemplos grandes campeões como Carl Lewis e o brasileiro Éder Jofre.

Portanto, comer carne ou não é produto da consciência de cada um. Créofilos podem dizer que apreciam o sabor, que este hábito é mais cômodo e prático ou qualquer outro argumento. Mas não faz sentido, como muitos afirmam, divulgar que carne e/ou outros derivados animais são imprescindíveis ao homem.

Concluo remetendo às três peneiras de Sócrates: afirmar que o homem necessita de comer carne não é verdade, não é bom (nem pros animais e nem pra quem come) e nem é necessário. Portanto, por que comer carne?

Written by candeeiroverde

25 de março de 2010 at 6:36 pm

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HowStuffWorks: Como funcionam os vegetarianos radicais

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Como funcionam os vegetarianos radicais
por Sarah Dowdey – traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução

O que você comeu no café da manhã hoje? Cereais com leite? Ovos com bacon? Quem sabe um pouco de chá com mel? A resposta será ‘não’, se você for um vegetariano radical. Os vegetarianos levam o vegetarianismo básico a alguns passos além. Em vez de abster-se de apenas peixe e carne, os vegetarianos radicais evitam comer, vestir ou usar qualquer produto de origem animal. Isso significa nada de ovo ou leite, mel, couro, pele de animais, lã ou seda, nem cosméticos ou produtos químicos testados em animais.

verduras
Fotógrafo: Coldfusion | Agência: Dreamstime
Os vegetarianos deveriam comer uma grande variedade de alimentos para manter uma dieta saudável

E existe muita coisa que os vegetarianos podem comer. A Sociedade Vegetariana dos Estados Unidos recomenda porções de verduras, frutas, grãos, legumes, óleos e produtos fortificados não derivados do leite, como leite de soja. Alguns vegetarianos radicais substituem a carne por carne de soja, tofu ou proteína do trigo, às vezes, chamada de seitan. Eles também tomam suplementos de vitamina B12 (em inglês), vitamina D e cálcio (em inglês) para suprir qualquer deficiência da dieta.

Mas por que as pessoas escolhem uma dieta tão restritiva? Até que ponto algumas pessoas levam o veganismo (vegetariano radical)? Nesse artigo, responderemos a essas perguntas e aprenderemos um pouco sobre a história do veganismo.

Por que as pessoas escolhem o veganismo?

Os vegetarianos radicais escolhem sua dieta por uma série de razões. Muitos abstêm-se de produtos de origem animal porque consideram sua indústria cruel e desumana. Outros acreditam que a agricultura animal destrói o meio-ambiente. E algumas pessoas simplesmente vêem no veganismo uma dieta saudável – pobre em gordura e colesterol e rica em fibras e vitaminas.

vacas
Fotógrafo: Leslie Morris |
Agência: Dreamstime

Os vegetarianos radicais acreditam que as vacas leiteiras e as galinhas vivem em condições desumanas

Razões morais
A maioria dos vegetarianos sente-se eticamente incapaz de comer animais abatidos. Também pensam que as galinhas poedeiras e as vacas leiteiras criadas em granjas levam uma vida desnecessariamente miserável e curta. As galinhas poedeiras criadas em granjas geralmente vivem em pequenas gaiolas sem nenhum espaço. Embora possam viver mais de uma década, a maioria é abatida após dois anos.

Os não vegetarianos que desaprovam os métodos das granjas geralmente preferem a criação de animais caipiras como uma alternativa. O USDA exige que as galinhas caipiras tenham acesso a áreas ao ar livre. No entanto, não especifica por quanto tempo elas devem ficar fora dos galinheiros e das gaiolas [fonte: USDA (em inglês)­]. Devido a essa brecha, os vegetarianos radicais que optam pela dieta por razões morais acreditam que a criação em espaço aberto não seja tão humana.

Eles também desaprovam o tratamento às vacas leiteiras. Como as galinhas, as vacas são abatidas quando sua produtividade diminui. Elas podem viver até 25 anos, mas a maioria morre após cinco. Os bezerros machos, que não têm nenhum valor às granjas leiteiras, são vendidos rapidamente e abatidos nas granjas de vitela.

Razões ambientais
Algumas pessoas tornam-se vegetarianas por questões ambientais. A agricultura animal exige grande quantidade de terra e água para sustentar o gado e fazer plantações. A troca da terra necessária para as pastagens e plantações leva ao desmatamento, à degradação do solo e a uma diminuição da biodiversidade. A água usada pela agricultura animal, a maior parte como irrigação às colheitas, responde por 8% do uso global da água pelo homem [fonte: Livestock, Environment and Development Initiative (em inglês)].

As enormes plantações de milho ou grãos também precisam de pesticidas e fertilizantes. O nitrogênio dos fertilizantes contribui para a proliferação das algas e cria zonas mortas.

fazenda
Fotógrafo: David Hughes |
Agência: Dreamstime

É necessária uma grande quantidade de terra para plantar alimentos para o gado

Os próprios animais produzem lixo e poluição. A criação de gado produz 18% das emissões mundiais de gases do efeito estufa, medidos em CO2 – é mais do que os emitidos pelos meios de transporte! [Fonte: LEAD (em inglês)]

O ­metano, gás 23 vezes mais poderoso do que o CO2­, forma a maior parte das emissões do gado. O esterco animal contamina a água e libera antibióticos que podem aumentar a resistência de algumas bactérias.

Os vegetarianos radicais também acreditam que sua dieta utiliza a terra com mais eficiência e responsabilidade do que a agricultura animal. Se as pessoas comessem alimentos à base de plantas, não haveria necessidade de pastagens nem plantações para sustentar o gado. A agricultura produziria o alimento diretamente para o consumo humano e utilizaria menos terras. As proteínas e vitaminas dos produtos animais, entretanto, ajudam a sustentar a maioria dos pobres do mundo – pessoas que poderiam não ter os recursos para criar e monitorar uma dieta totalmente à base de plantas.

Razões de saúde
Muitos vegetarianos radicais escolhem a dieta puramente por seus benefícios à saúde. Embora o veganismo requeira suplementos e acompanhamento profissional para suprir as necessidades alimentares, a maioria dos vegetarianos pode ingerir todos os nutrientes sem consumir produtos de origem animal. Os principais alimentos do vegetariano radical, como grãos integrais, verduras, frutas e legumes, são naturalmente pobres em gordura e colesterol e ricos em fibras (em inglês), magnésio (em inglês), potássio (em inglês), ácido fólico (em inglês) e vitaminas (em inglês) C e E. A Associação Americana de Dieta relata que os vegetarianos e os vegetarianos radicais possuem índices de massa corporal, pressão sangüínea (em inglês) e níveis de colesterol mais baixos do que os não vegetarianos. Também apresentam índices menores de diabetes (em inglês) tipo 2, câncer de cólon (em inglês), câncer de próstata (em inglês), hipertensão (em inglês) e doenças cardíacas [fonte: ADA (site em inglês)].

Veganismo duvidoso

O veganismo não é uma dieta fácil de manter, e nem deveria ser – deixar de consumir produtos de origem animal requer planejamento e acompanhamento cuidadosos. Mas os adultos têm uma certa medida de segurança em qualquer dieta. A maioria observa ganho de peso, perda de peso ou mesmo condições mais discretas, como anemia (em inglês) devido à deficiência de ferro. As pessoas são capazes de se adaptarem antes que apareçam conseqüências graves. No entanto, bebês, crianças e animais não conseguem controlar suas próprias dietas e têm necessidades nutricionais delicadas. Para os vegetarianos radicais que optam por estender suas crenças em dieta a seus filhos e animais, cuidado e acompanhamento médico são cruciais.

bebê
Fotógrafa: Ieva Geneviciene |
Agência: Dreamstime

É possível fazer com que uma criança cresça com uma dieta vegetariana bem planejada

Bebês vegetarianos
Em abril de 2004, Crown Shakur, um bebê de seis semanas e 1,75kg, morreu de inanição. Seus pais, que o alimentavam com leite de soja e suco de maçã, insistiram em dizer que fizeram a melhor coisa fazendo-o seguir sua dieta vegetariana. Os nutricionistas, entretanto, afirmaram que não foi o veganismo que causou a morte do bebê, mas sim a negligência e a ignorância – os pais simplesmente não o alimentavam o suficiente. O júri concordou com o prosseguimento do caso e condenou os pais por assassinato. Como os pais usavam o veganismo como sua estratégia de defesa, o caso atraiu bastante atenção para a dieta e para as crianças vegetarianas.

Quando os pais criam as crianças e os adolescentes com dietas alternativas, como o veganismo, não se pode haver erros. Uma dieta vegetariana bem planejada e cuidadosamente seguida, no entanto, pode suprir adequadamente as necessidades das crianças. A maioria das mães vegetarianas alimenta seus bebês – o leite materno aumenta o sistema imunológico, diminui o risco de infecção da criança e ajuda a prevenir alergias. As vegetarianas que amamentam tomam suplementos para compensar suas deficiências de vitaminas D e B12. Quando não é possível amamentar, fórmulas vegetarianas oferecem uma alternativa. No entanto, os pais jamais deveriam dar a seus filhos fórmulas caseiras ou produtos que não fossem derivados do leite, já que elas não atenderão as necessidades nutricionais de um bebê. Crianças maiores podem comer frutas e legumes amassados, purê de tofu, iogurte de soja e leite fortificado de soja, arroz ou de aveia.

Animais vegetarianos
Alguns vegetarianos estendem suas dietas a seus animais. Eles acham hipócrita não consumir produtos animais e dá-los a seus gatos e cachorros. Os vegetarianos que dão a seus cães comida à base de vegetais chamam seus bichinhos de cachorros vegetarianos. Eles se alimentam de comidas especialmente formuladas ou feitas em casa. Alguns cães não gostam da dieta, mas muitos vegetarianos a mantêm porque querem seus animais tão fortes e saudáveis quanto os outros.

Os gatos, no entanto, têm necessidades bastante estritas. Eles não conseguem sintetizar a vitamina A dos vegetais e precisam de vitamina C e aminoácidos, como os touros, para serem saudáveis. Embora as comidas de gatos vegetarianos contenham suplementos, a complexidade das necessidades alimentares de um gato torna o veganismo difícil e muito perigoso. Até mesmo os grupos de vegetarianos radicais somente apóiam a dieta aos felinos como uma tentativa.

O veganismo é mais do que uma simples dieta. Aprenderemos, na próxima seção, sobre a história do veganismo, a cozinha vegetariana e o estado atual da moda vegetariana.

Veganismo ao extremo
Alguns vegetarianos levam suas dietas ao extremo.Os praticantes da Dieta de Alimentos Crus comem somente comida crua. Isso pode incluir produtos de origem animal, mas como a maioria das pessoas não gosta da idéia de comer carne nem ovo cru, boa parte dos seguidores é vegetariana.

­A Dieta das Frutas permite apenas frutas cruas e sementes. Os frugívoros acreditam que as frutas são o alimento ideal da natureza. Eles acham que comer frutas é uma forma natural de prolongar a vida e que é errado matar os vegetais.

Os vegansexuais são aqueles que seguem dietas vegetarianas, mas que também evitam ter relações sexuais com não vegetarianos.­

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Estilo de vida do vegetariano radical

Quando Elsie Shrigley e Donald Watson usaram pela primeira vez a expressão “vegetariano radical” para descrever os vegetarianos que não consumiam derivados do leite, em novembro de 1944, a dieta e o estilo de vida definitivamente não eram “legais”. Os vegetarianos antipáticos se recusavam a associar-se a movimentos radicais. O veganismo criou uma reputação amigável e louca por saúde. A dieta finalmente tornou-se popular com movimentos contraculturais – a maioria particularmente hippie – mas ainda com um ar de exclusividade. Hoje em dia, muitos vegetarianos radicais ignoram a reputação virtuosa e promovem o veganismo como uma brincadeira e, até mesmo, como um estilo de vida moderno.

refeição vegetariana
Fotógrafo: Rohit Seth | Agência: Dreamstime
O humus e a pita formam uma excelente refeição vegetariana no Oriente Médio

A culinária vegetariana era, até recentemente, sinônimo de tofu mole e fermento nutritivo. Entretanto, um interesse crescente na culinária étnica tem feito chefes de cozinha iniciantes perceberem que muitas culturas possuem deliciosos pratos vegetarianos feitos diretamente em suas cozinhas. Comidas do Oriente Médio, como humus, tahina e falafel, ensopados e tagines da África do Norte, caril de vegetais da Índia e comidas rápidas da Ásia fazem os vegetarianos radicais apreciarem e compartilharem suas dietas à base de vegetais com amigos não vegetarianos.

Por outro lado, um prato assado do vegetariano radical parece ser uma coisa impossível. Como fazer um bolo ou biscoito sem leite, manteiga ou ovos? Leite de soja, arroz ou amêndoa é um bom substituto para o leite comum. Sementes de linhaça, tofu cremoso, iogurte de soja, ovo vegetariano ou mesmo bananas podem substituir os ovos, enquanto a margarina sem sal ou o óleo de canola pode substituir a manteiga. O assado de um vegetariano também atrai pessoas com alergia a ovo ou intolerância à lactose.

Os vegetarianos radicais também não vestem nem usam produtos de animais – couro, lã, seda e colas, tintas, cosméticos e produtos químicos de base animal. Dar lindos tênis de couro, blusas de seda e calças de lã em troca de roupas de cânhamo grosseiro costumava ser um dos maiores sacrifícios do veganismo. Mas agora os desenhistas e as lojas para vegetarianos cultivam uma nova estética – bem feita, elegante e que não seja cruel. A conhecida desenhista de modas Stella McCartney, uma vegetariana, usa apenas fibras naturais e imitação de couro em suas roupas.

O estilo de vida de um vegetariano radical está deixando de ser de auto-sacrifício para se tornar um prazer consciente. Entretanto, os vegetarianos em potencial, atraídos pela característica do estilo de vida ou por seus benefícios éticos, ambientais ou à saúde, deveriam dar mais atenção a sua pesquisa. A dieta ainda é uma questão complicada que precisa de acompanhamento profissional.

Fonte: http://casa.hsw.uol.com.br/alimentacao.htm

Written by candeeiroverde

19 de março de 2010 at 2:04 am

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Quantos são os vegetarianos?

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Saber o número de pessoas que abdicam de comer carne é uma curiosidade recorrente. Infelizmente, não existem números globais precisos, até porque muitos países, inclusive alguns em que uma boa parte da população é budista ou de outras religiões que incentivam o vegetarianismo, vivem sob regimes políticos fechados e é difícil obter dados estatísticos coerentes.

O site da União Vegetariana Européia contém uma lista, disponibilizada abaixo, dos números totais e percentuais de vegetarianos em países da Europa e alguns de outras regiões do mundo.

Inhabitants (Million) Vegetarians (total | % | statistics)

Australia:

20.385903 611,577 | 3 % | (estimate)
Source: Australian Vegetarian Society

Austria:

8.1 243,000 | 3 % |
Source: Vegane Gesellschaft Österreich

Belgium:

10.2 204,000 | 2 % |
Source: Survey carried out for GAIA

Canada:

31.9 1,276,000 | 4 % | (estimate)
Source: Toronto Vegetarian Association

Croatia:

4.5 166,500 | 3.7 % |
Source: Poll conducted by Spem communication group

Czech Republic:

10.2 153,000 | 1.5 % | ±0.5
Source: StemMark Agency

Denmark:

5.4 81,000 | 1.5 % | ±0.5 (estimate)
Source: Dansk Vegetarforening

France:

60 less than 1,200,000 | less than 2 % |
Source: Alliance Végétarienne

Germany:

82 7,380,000 | 9 % |
Source: Survey conducted by Institut Produkt und Markt
Annotations: [9,8 % (NeuePresse.de), 11 % (STERN)]

Great Britain:

61 3,660,000 | 6 % |
Source: Mintel (2006)
Annotations: According to a 2007 survey for Linda McCartney Foods, around 10 per cent of Brits eat no red meat, and there is a huge amount of ‘meat reducers’, with 31 million people eating vegetarian most of the time.

India:

997.5 399,000,000 | 40 % |
Source: Hindu -CNN-IBN State of the Nation Survey

Ireland:

4.1 246,000 | 6 % | (estimate)
Source: Vegetarian Society of Ireland

Israel:

7 595,000 | 8.5 % |
Source: Survey conducted by Israeli Ministry of Health, 1999-2001

Italy:

57 5,700,000 | 10 % |
Source: EURISPES – European Institute of political, economical and social studie

Norway:

4.6 92,000 | 2 % |
Source: Norsk Vegetarforening

Poland:

38.6 less than 386,000 | less than 1 % |
Source:

Portugal:

10 30,000 | 0.3 % | s=0.02 p=95%
Source: Nielsen survey for Centro Vegetariano

Slovakia:

5.4 54,000 | 1 % | (estimate)
Source: Vegetarianska spolocnost

Spain:

45 1,800,000 | 4 % | (estimate)
Source: Asociacion Vegana Espanola (AVE)

Sweden:

9 270,000 | 3 % | (estimate)
Source: Animal Rights Sweden

Switzerland:

7.3 657,000 | 9 % |
Source: Swiss Union for Vegetarianism
Annotations: 9% according to the Nutritrend-Study from Néstle from 2001 are “almost” vegetarians (around 3% are really vegetarians)

The Netherlands:

16.3 700,900 | 4.3 % |
Source: Nederlandse Vereniging voor Veganisme

USA:

303.9 9,724,800 | 3.2 % | (of adults)
Source: Harris Interactive Service Bureau on behalf of Vegetarian Times 2008
Annotations: 10 percent of U.S., adults, or 22.8 million people, say they largely follow a vegetarian-inclined diet Note: A surprising 42% of all “vegetarians”, or 4.8 millions adult Americans, considered slaughter of animals to be murder

According to the Vegetarian Resource Group, 4.7 million American adults are vegetarians or vegans (people who avoid all animal products, including cheese and eggs)

Source: http://travel.nytimes.com/2007/11/18/travel/18Choice.html

Note: As it is not possible to obtain data from the Ministries or Statistical offices of the various countries, our compilation is based on other sources available to us.

Written by candeeiroverde

18 de março de 2010 at 1:58 pm

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